Você sabia que existem 72 povos não alcançados no Afeganistão? Que na Malásia há 84 povos nesta condição, e 29 no Brasil?

Sim, estamos falando de povos não alcançados.

Durante os séculos de obra missionária, a Igreja Cristã tem enfatizado o necessidade de se alcançar os diferentes países de nossa Terra. Em poucos casos, a preocupação tem sido em função de grupos sociais ou étnicos dentro de uma sociedade. Existem, hoje, ministérios que evangelizam entre grupos específicos, como, por exemplo, entre estudantes, muçulmanos, japoneses, marginalizados.

Porém, como um todo, a Igreja Evangélica não tem visto os diferentes povos que compõem a maioria dos países, inclusive o Brasil.

Num estudo da terminologia bíblica, vamos verificar que a questão dos povos é importante. Vez após vez existe a preocupação divina com os povos (etnias) que ainda não conhecem a vontade de Deus. O enfoque nos grupos humanos, mais do que nos países, mostra que a tarefa de levar o conhecimento acerca do Reino de Deus precisa ser mais abrangente e profunda do que apenas iniciar um trabalho num país, considerando-o, desta forma, alcançado.

Por isso, o projeto de Adoção de Povos, tenta resgatar uma ênfase bíblica, onde cada unidade cultural, linguística e racial é considerada. A estratégia de alcançar os diferentes povos precisa ser diferenciada e um trabalho missionário terá dificuldades de lograr êxito em várias culturas ou povos, simultaneamente.

Como Igreja Evangélica Brasileira, temos, ao longo de 85 anos, participado da evangelização global. Nos últimos anos esta participação tem aumentado consideravelmente. Temos, atualmente, cerca de 1.000 missionários no exterior e outros 1.000 dentro do Brasil trabalhando transculturalmente, enviados por mais de 70 agências missionárias.

O PROJETO “ADOTE UM POVO”

Dentro de um espírito paulino de “anunciar o evangelho aos que ainda não ouviram” (Rm 15.23), nasceu, num contexto latino-americano, o projeto “Adote um Povo” – AUP.

Seguiu-se os dados existentes sobre a população evangélica de cada país e coube à Igreja Brasileira o número desafiador de 1.615 povos para serem adotados. O número de evangélicos no Brasil, utilizado para se fazer a divisão dos povos, foi fortemente otimista e, por mais que se ache este número “acima da média”, existem hoje no mundo 1000 igrejas para cada povo não alcançado.

Isso significa que 1000 igrejas no mundo podem assumir o compromisso de adotar o povo Beduíno do Egito. Será que conseguiríamos imaginar o impacto de 1000 igrejas juntas, preparando e enviando obreiros, levantando recursos para os projetos, intercedendo por este povo? Com certeza o impacto seria grande, nessa tarefa que nos foi dada pelo Mestre de sermos um só corpo. Apressaríamos a volta do Senhor Jesus.

CONHEÇA O PROJETO JOSUÉ
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