Ex.31:2-5 – Eis que chamei pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício, para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores.

Acabei de ler este versículo, em um post do Facebook. Fiquei lendo e relendo. Comecei a lembrar como nós valorizamos as coisas que aparecem, que dão status. Cargos, títulos, nome na ata da assembléia ou das “reuniões plenárias”; olhamos os pastores, presbíteros, diáconos e missionários como aqueles que estão mais perto do trono do que o resto dos mortais; e se tem reteté com línguas e profecia, aí praticamente idolatramos o indivíduo.

Como Deus pensa diferente.

Deus encheu Bezalel do seu Espírito para ser artesão, para fazer trabalho braçal. Não era um pregador, não era um cantor, não tinha cargo nem investidura sacerdotal, mas o que fazia (desenhos, trabalhos em ouro, em prata, em bronze, lapidação de pedras de engaste, entalho de madeira e toda sorte de lavores) era direcionado por Deus, era o que Deus deu a ele para fazer. Coisas que não aparecem, que parecem apenas habilidade humana, mas que eram obra do Espírito de Deus em favor da obra de Deus.

Fico pensando no pessoal da limpeza (que a maioria de nós não valoriza nem ajuda), da cozinha, das obras (inclusive as que não aparecem mas que precisam ser feitas), da manutenção; gente que viaja e, ao invés de pregar, cantar e profetizar está levantando muro (como no Acre), construindo banheiro nas casas de gente que não tem (como a igreja de Nova Aliança fez na cidade de Conceição do Formoso, carente demais), fazendo instalação elétrica ou de chuveiro, e isso porque o Espírito de Deus não apenas chamou, mas capacitou para isso, como fez com Bezalel. Tenham certeza de que, no dia em que todos se apresentarão diante de Deus, muitos desses trabalhadores braçais receberão galardão maior que o de muitos pastores, pois fizeram tudo para Deus e movidos por ele.

Já passou da hora de termos nossos olhos abertos para o que é a obra de Deus, amados: é o que Deus quer fazer através de quem ele quer usar. Valorizar os nossos Bezalels, orar por eles e agradecer a Deus por eles, e sermos felizes se Deus nos chamar como a Bezalel, pois o que importa não é o que fazemos, mas a graça de podermos participar da obra de Deus chamados por ele, para ser bênção a quem ele quiser. Que o Senhor nos desperte para ser como Bezalel, cheios do Espírito e nas mãos de Deus. Amém.

Cláudio Lísias, presbítero da Igreja Evangélica Fluminense

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