O provedor e o necessitado


“Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.”
(2 Co 8:11-12).


 

Quando se inicia um ano, fazemos planos, projeções e traçamos metas. Somos como “deuses”, donos de nossos destinos a despeito das advertências que encontramos na Palavra de Deus sobre o ato de se fazer planos sem consulta-Lo (Tiago 4:13-15). Não que seja errado fazer planos, pois, errado mesmo, é deixá-Lo de fora de nossos planos, porque somente os planos dEle é que não podem ser frustrados (Jó 42:2; Is 43:13).

Quem poderia imaginar que, antes de chegarmos ao meio deste ano de 2020, DEUS “frustraria” os planos das “nações”, dos governantes, porque não dizer, de toda humanidade? Não quero entrar aqui nas diversas “querelas teológicas” dos motivos “do porquê” o mundo está passando por tudo que estamos vivenciando. Até mesmo a “invisível” Igreja de Jesus Cristo que, no decorrer da história, tem sido “triunfante” como Cristo prometeu a Pedro: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18) tem sofrido com a pandemia.

Mas, em meio a tudo isso, dessa tensão e realidade de impacto global, que não só tem afetado as famílias com perdas inestimáveis de entes queridos, causando medo, insegurança, aumentando ainda mais crises de depressão e ansiedade, temos ainda, a curto prazo a realidade do impacto econômico global. Nações inteiras, com seus diversos povos, sofrerão, segundo os especialistas, um duro golpe nas economias, aumentado o grupo “dos mais pobres” e levando ainda mais fome a um mundo de famintos.

Pessimismo de nossa parte? Falta de fé na “providência de DEUS”? Não, nem um nem outro, é apenas uma Palavra para os tempos que vislumbramos no cenário econômico mundial. E, em meio a esses tempos de “incertezas” político-econômicas e de “certezas” de tempos mais difíceis pela frente – o qual não sabemos o quanto durará – tanto a Igreja, na pessoa de seus Pastores/Líderes quanto seus membros, precisam ter sabedoria para lidar, ou administrar, suas finanças pessoais, familiar e da Igreja.

Sabemos que, em tempo de “escassez econômica” no mundo, a Igreja de Cristo também sofre com a diminuição dos dízimos e ofertas. Essa diminuição não só diz respeito ao número de pessoas “dispostas a dizimar e ofertar”, mas também aos valores ofertados. Sim, entendemos que todos serão afetados de alguma forma e poucos manterão sua estabilidade e sustento financeiro.


“…, como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.”
(2 Coríntios 8:15).


É para esses tempos de crises econômica e financeira que precisamos entender, confiar e experimentar tudo aquilo que aprendemos lendo na Palavra de DEUS. É justamente agora que ensinamentos dados pelo próprio SENHOR JESUS como o que encontramos em Lucas 12:16-34, devidamente praticado pela Igreja Primitiva segundo os relatos de Paulo em 2 Co 8:1-21; 9:1-15; Fp 4:4-20, é que precisam também ser praticados por todos que dizem ser a Igreja de Cristo que espera ansiosamente a Sua volta (Lc 21:28; Rm 8:22-23; 1 Pe 1:6-9).

Sabemos muito bem que a contribuição cristã deve ser segundo a prosperidade (1 Co 16:2) e as posses de cada um (2 Co 8:11-12). A proporção é mediante a prova de sinceridade, segundo a intimidade e consciência de cada um (2 Co 9:7; Mc 12:41-44), pois uma condição decorre da outra. A contribuição proporcional as posses. segundo a Palavra de DEUS, deve ser vista como um privilégio, e não como um peso (2 Co 8:13-15; 9:7-15).

Quando há proporcionalidade na oferta não há sobrecarga para ninguém. Quem muito recebe, muito pode dar. Quem pouco recebe, do pouco que tem ainda oferece uma oferta sacrificial. Muitos não sabem, mas, o texto citado pelo apóstolo Paulo em 2 Co 8:15 é uma transcrição de Êxodo 16:18 que tem a ver com a Lei sobre o “Maná” que DEUS deu para sustento do povo de Israel durante a caminhada no “deserto” (leia Êx 16:15-19; Dt 8:3; Lc 4:1-4,14).

Dentro dessa “Lei” há um “Princípio Eterno” de DEUS que precisamos aprender.  Havia uma medida que cada um podia pegar para se alimentar e alimentar sua família por dia (Êx 16:18-19), mas, muitos não creram na palavra de DEUS dada através de Moisés (Êx 16:15-16) e tentaram armazenar e guardar o maná para o “dia seguinte”. Descobriram que isso não era possível, pois o alimento se deteriorava e cheirava mal (Êx 16:20).

É com base nesse episódio que Paulo nos ensina uma lição clara: devemos guardar o que precisamos e compartilhar o que podemos (2 Co 8:15). O provedor de hoje, pode ser o necessitado de amanhã (2 Co 8:14; 2 Co 9:10-15).


“Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.”
(1 Timóteo 5:18).


Com essas verdades em mente, temos a intenção de lembrar aos amados irmãos em Cristo, que a Igreja de Cristo precisa se manter fiel à sua missão de “testemunhar” a grandeza da obra redentora de Cristo Jesus e as verdades imutáveis de Seu Evangelho (Lc 24:44-48; Mt 28:18-20; At 1:6-8). Lembre-se que “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (Rm 11:29).

Diante disso, concitamos aos amados irmãos: mantenham-se fiéis no que diz respeito a dizimar e ofertar segundo os preceitos bíblicos acima citados. Lembre-se que muitos Pastores fiéis a DEUS têm como fonte de sustento, apenas e exclusivamente, as entradas financeiras da Igreja que pastoreiam. Além disso, mesmo os Pastores que têm algum ofício ou outra fonte de renda, poderão sofrer as consequências da “pandemia econômica”. Lembre-se do que nos ensina a Palavra de Deus em 1 Timóteo 5:17-18; 1 Coríntios 9:7-14.

Pastores, líderes, mantenedores pessoais, lembre-se que muitos Pastores/Missionários foram enviados sob um pacto ou promessa de sustento, feito de forma pessoal ou em nome de uma Igreja. Muitos deles ainda estão no campo, com suas famílias, e já sofrem com a “desvalorização do nosso dinheiro” (o Real) frente ao Dólar e ao Euro. Não obstante ao risco financeiro, da falta de sustento, ainda sofrem com a realidade da falta de atendimento/socorro médico de qualidade, sob a realidade da perseguição religiosa. Lembre-se dos ensinos do Missionário/Apóstolo Paulo: 2 Coríntios 9:10-15; Filipenses 4:15-19.


…, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.
(2 Coríntios 9:11).


Para terminar, … Talvez você esteja pensando: “quem escreveu isso deve ser um Pastor ou Missionário preocupado com arrecadação!?” Não, não sou Pastor titular de nenhuma Igreja e também não sou Missionário de Campo. Contudo tenho experiências lidando tanto com um quanto com outro. Tenho meu próprio sustento através do qual o meu DEUS tem suprido minhas necessidades e de minha família, e me possibilitado abençoar outras pessoas.

Tudo que escrevi acima é baseado em estudos pessoais da Palavra de DEUS que me fez ter experiências pessoais com a provisão de DEUS, ao longo de 27 anos servindo à CRISTO. Desde o primeiro dia de conversão e submissão ao SENHORIO de CRISTO tenho sido sim “dizimista” e “ofertante”, tanto da Igreja quanto na obra Missionária, e buscado ensinar a outras pessoas esses Princípios Eternos de DEUS sobre “DAR e RECEBER” (Filipenses 4:15).

Aprendi, estudando a Palavra de DEUS, que o “dízimo“, tão mal ensinado e compreendido até mesmo na Igreja, é a única “oferta” que nos iguala diante de DEUS. Ninguém dá mais ou menos, dá o que é justo, segundo as suas posses, 10%, e assim há o “PRINCÍPIO da IGUALDADE” conforme 2 Coríntios 8:11-15. Lembrando que, quando falo de “oferta” não estou só falando da que é dada na Igreja, mas da sua forma mais “abrangente” que inclui a “ajuda ao próximo” (cristão ou não) conforme Mateus 6:1-4 e seus correlatos (Dt 15:7-11; Sl 41:1-3; 112:9; Pv 14:21, 19:17; Mt 25:35-36; Gl 6:9-10; Tg 1:27).

Acima disso tudo, além dessa “IGUALDADE” determinada por DEUS, todos nós somos livres e chamados para dar “acima das nossas posses“, com generosidade (2 Coríntios 8:3, 9:5) e não com avareza, pois ela, “a avareza, é idolatria” (Colossenses 3:5). Então, dentro desse “PRINCÍPIO da GENEROSIDADE” – ou da “LIBERALIDADE” (Romanos 12:8; 2 Coríntios 9:13) – é que DEUS multiplica – ou não – a “nossa sementeira para dar ainda mais frutos” conforme 2 Coríntios 9:10-11.

Tenho experimentado e provado que a PALAVRA de DEUS é VIVA e EFICAZ em qualquer circunstância, e as promessas dELE não falham! Poderia expor aqui, de Gênesis a Apocalipse, sobre a FIDELIDADE de DEUS com base nos princípios de “DIZIMAR e OFERTAR” ou “DAR e RECEBER” (Filipenses 4:15), tendo como base principal o texto de Lucas 12:22-34,…

Mas, creio que o pouco acima é suficiente para convencer da VERDADE!

Não a nós SENHOR, … Não a nós, ao TEU NOME dai GLÓRIA! (Salmo 115).

Fiquem na PAZ!

 

por Anderson Fazzion
Coordenador do CIM WH Brasil

 


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